vicente pessôa ; design & viagens

RSS
Bayeu
Texto, Viagens, Voz

Texto de Daniel Bayão, O Lacrimoso, voz da pessôa de sempre.

Um dia li este texto no perfil do Orkut do Daniel Bayão, um amigo com quem encontro duas vezes por ano. Talvez seis. Companheiro fiel nos 4 meses de FAFICH, aquele antro. Quis enviar por e-mail a amigos e familiares mas lembrei que não nos interessa leitores desinteressados: como nos livros, o leitor é quem deve chegar à página.

Narrei pra facilitar o acesso daqueles que têm preguiça de ler. Chama-se assistencialismo intelectual.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Eu outono ela verão, eu solfejo ela sacode, eu cuspo ela morde. Eu desatino, ela destino, eu contorno ela rabisco, eu savassi ela sion, eu tequila ela caipira, eu afogo ela respira, eu carimbo ela pirata, eu ebulo ela sublima, eu teatro ela esquina, eu subo ela surfa com minhas lágrimas, eu sofro ela sabe.

Eu bebo pra focalizar melhor.

Essa juventude pós moderna… esse caleidoscópio de quimeras de fibra de carbono… essas juras ao vento… essa esquisita poesia, que não se quer doce, nem se quer breve, o download do amor, a mac-religião das trans, das megas, das multi e das pós hehe

Qualquer rasguinho da sua blusa me interessa, qualquer soluço, qualquer cisquinho, qualquer restinho de coca no fundo da sua lata.

Então eu te dou minha juventude, meu destino, minha libido e o que fizeste disso? um origami?

O canto das águas, o choro dos anjos, o nascer do sol, a lua, a nuvem, o céu a selva escura. O plácido colossal que nos carrega e nos transporta até o fim. As dores do parto, a cereja madura, o pão. Frieza, tenebrosas escadas de um jardim secreto, malícia… gelo, gim e limão, deu tudo certo. O silêncio do sábio, a coragem do tigre, o prazer de mais um dia de azar e sorte. O timbre de Milton, o pó de Aécio, a eutanásia na hora do chá. quem vai me amar mendigo? Quem vai chorar comigo, quando eu perder meu passaporte? Quem foi que eu fui? As deusas do banal, as leis da luminosidade plumam e passeiam com seus desbastados seios e as bocas cheias de botox. Zé Ramalho nunca leu Otelo, mas pensa que é um mouro. Machado morreu só, muito só, mulato, gago e triste. As hemorróidas de Karl Marx ainda vão salvar o mundo. Santo Jim, briga de galo é pra quem tem cachorro. Você tem cachorro? qual seu signo? Quem foi que coloriu seus erros? Santo tédio, pai das guerras. Tanta lógica me dá vontade de comer tatu. Sei lá, entende? eu também não, eu também não, eu também não…

Seu verminose gonorrento!

O melhor de ser eu é que não sou você, é tão bom não ser você rsrs

 (Acho que agora eu pirei…)

 

“For you sweet top lip I’m in the queue, baby”

 

ANO: 2009 | AGENTES: | CRÉDITOS: Daniel Bayão, texto & Vicente Pessôa, voz

2 comentários para “Bayeu”

  1. 08/07/2009 às 22:34 26
    A-M-E-I! ( apesar de saber q nao era isso )
    Responder
    • Vicente Pessôa
      08/08/2009 às 17:53 26
      "Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio, era um elogio." Bentinho; Dom Casmurro; Machado. A-M-E-I o comentário apesar de não saber de qual "isso" você está falando.
      Responder

O que tem a dizer?

vicente pessôa ; design & viagens | todos os direitos reservados a Vicente Pessôa | 1986-2010